
Luiz era extremamente querido pelos amigos e companheiros de esporte. O tênis de mesa era a paixão deste curitibano que perdeu os movimentos das pernas aos 15 anos, após cair de uma árvore em Foz do Iguaçu.
Para favorecer a conscientização e estimular uma ação pró ativa em direção da construção de uma sociedade inclusiva, solidária que possibilite igualdade de oportunidades. Acreditamos que a construção de um mundo mais justo depende efetivamente do esforço de cada um de nós e neste sentido a ação conjunta Governo-Sociedade Civil como propulsora e organizadora da mudança representa o principal pilar para a eliminação das barreiras e a mudança da realidade atual.


Na semana passada houve uma mudança no organograma da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
É preciso colocar um escorregador que leve as crianças até a piscina, brinquedos aquáticos, piso emborrachado, um chuveirão próximo da área de lazer e uma porta que se abra como a de um castelo. O pequeno Mateus Oliveira Gonçalves, 9, está empolgado com os seus planos de fazer da Casa da Esperança um grande parque de diversão. ``Algo parecido como a Disney ou o Beach Park``, explica com um linguajar formal. O garoto passa boa parte do tempo traçando planos, elaborando sistemas e tentando convencer os profissionais de que um grandioso parque de diversões iria ajudar no tratamento das crianças e jovens. Ganhamos 2016! E junto veio, embrulhada por nós mesmos, a obrigação de realizar também os Jogos Paraolímpicos. Ninguém comemorou, ninguém mencionou, ninguém brindou. De certa forma nós que trabalhamos na área já estamos acostumados a esse processo de exclusão, mas alguém precisa lembrar a todos essa obrigação que torna ainda mais difícil fazer acontecer com exemplaridade o projeto com o qual nos comprometemos e que venceu em Copenhague. O exemplo do Para-pan foi péssimo. Quanta diferença entre as condições dos Jogos Panamericanos e Para-panamericanos! Golden Cross para os atletas olímpicos e SUS para os atletas com deficiência. A questão não é terem os atletas com deficiência sido atendidos através do Sistema Único de Saúde, entendo que esse deveria ser o serviço oferecido a olímpicos e paraolímpicos, se esse é o sistema que atende a todo brasileiro. O problema é a diferença, dar tratamento diferente é crime. Mas não vou bater nessa tecla da diferença, teria que falar da abertura, do encerramento, da falta de transporte acessível, da construção de estádios e da Vila Paraolímpica sem acesso para pessoas com deficiência. Deveria falar também das histórias contadas no Sumário Executivo da nossa candidatura. Por exemplo, sobre a experiência em realizar competições paraolímpicas, o dossiê fala dos bem realizados #Jogos Mundiais # para cegos e deficientes visuais, em 2007, e Jogos Mundiais em Cadeiras de Rodas, em 2005. Tão bem sucedidos que faliram as duas federações nacionais responsáveis, a CBDC e a ABRADECAR. Quero falar do futuro, do que nós, do movimento de pessoas com deficiência, queremos para 2016: 1 Uma cidade para todos: transporte acessível para o uso por deficientes em especial cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. 2 Estádios e Vila Olímpica com acessibilidade universal, o novo conceito que faz da construção de espaços um meio de acesso para todos, deixando de lado a idéia de adaptação e sem o engodo que foi a acessibilidade dos equipamentos esportivos construídos ou reformados para 2007. 3 Um Comitê Paraolímpico forte e atuante com atletas e clubes apoiados diretamente. Hoje os recursos públicos ficam só com as organizações dirigentes e nem para o Para-pan nem na candidatura de 2016 houve uma participação efetiva dos paraolímpicos. 4 Um legado social para o Rio. Devemos estar atentos para cobrar, em nome de cada carioca e de cada voto ganho em Copenhague, as promessas feitas e a transparência prometida. *Teresa Costa d'Amaral é superintendente do IBDD
A cidade de Salamanca acolhe a partir de 21 até 23 de outubro a Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva.
Afirmou hoje a Confederação Espanhola de Organizações para Pessoas com Deficiência Intelectual (Feaps) que são objetivos da conferência: (a) refletir sobre o progresso da Declaração de Salamanca desde 1994 até 2009; (b) dentro dos ditames da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), avaliar os resultados alcançados; (c) criar uma agenda de gestão de ações concretas para os próximos anos.
O programa inclui atualizações para o tema em todo o mundo, oficinas e fóruns. A Inclusão Internacional apresentará o Relatório Mundial sobre a Situação Atual da Educação Inclusiva.
A Conferência foi organizada pela Inclusão Internacional, a Inclusão Europa e a Universidade de Salamanca. Patrocinaram o evento o Relator Especial da ONU sobre o Direito à Educação, o Ministério da Educação da Espanha, a Feaps e a Fundação Once (Organização Nacional de Cegos Espanhóis).
Durante a Conferência, a Feaps apresentará e entregará ao público o seu novo modelo de Educação Inclusiva, que consiste no resultado do trabalho conjunto realizado no seu Congresso de Educação em fevereiro de 2009.
Fonte: Servmedia, 21/10/09.
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro irá acompanhar a utilização dos recursos federais destinados à realização dos jogos olímpicos e paraolímpicos de 2016 para evitar gastos desnecessários. A Procuradoria da República no Rio de Janeiro criou nesta terça-feira (6), o Grupo de Acompanhamento de Liberação, Ingresso, Dispêndio e Aplicação dos Recursos Públicos Federais destinados aos Jogos Olímpicos de 2016. O grupo será composto por três procuradores da República que atuam na capital e que exercerão as funções por um ano, com possibilidade de uma recondução.
O objetivo é fiscalizar o cumprimento das leis, assegurando os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. "Este é o maior evento esportivo no território nacional, uma conquista da nação brasileira. Assim, estaremos auxiliando aos órgãos públicos e privados, responsáveis pela realização dos jogos, a manterem a qualidade, eficiência e lisura esperadas pela população", esclarece o procurador-chefe da PR-RJ, Eduardo André Lopes Pinto.
A criação do grupo de procuradores da República surge logo após a aprovação da Lei 12.035, em 1º de outubro, que autoriza a destinação de recursos federais para cobrir eventuais déficits operacionais do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, a partir da data de sua criação, desde que atendam às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. O MPF também fiscalizará outras transferências, repasses ou empréstimos de recursos pela administração pública federal direta ou indiretamente destinados à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
A medida do MPF-RJ acompanha o Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento do Controle Social, assinado em 26 de junho pelos procuradores e demais órgãos de controle da União, Estado e Município do Rio de Janeiro: Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Receita Federal (RF), Fazenda Nacional, Tribunal de Contas do Estado(TCE), Secretaria estadual de Fazenda e Tribunal de Contas do Município(TCM). O objetivo do acordo é reunir dois representantes de cada órgão e fomentar o controle social, acompanhando o repasse e a utilização de recursos públicos.
Terra Magazine
O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) informou nesta quarta-feira que uma estimativa registrada com base na Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) aponta que o Brasil pode precisar de pelo menos 20 anos para conseguir erradicar o analfabetismo no País. "A exclusão brasileira vem de um período muito longo. Temos um problema de um passado de uma dívida social enorme", comenta diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abraão.
A taxa de analfabetismo, resumida pela definição internacional como a inabilidade de ler e escrever um bilhete simples, chega na população brasileira à casa dos 10%, o que representava, em 2008, aproximadamente 14 milhões de pessoas. A cifra é mais elevada que países sul-americanos, como Chile e Argentina, mas, nos últimos 16 anos, tem tido redução média anual de 0,45 ponto percentual.
Mesmo com essa diminuição, diz o Ipea, a se manter essa velocidade, a escolarização das cerca de 14 milhões de pessoas hoje analfabetas só deverá ocorrer dentro de 20 anos. A região Nordeste apresenta o maior patamar de analfabetismo, com um índice o dobro da média brasileira, ao passo que os mais pobres têm taxa de analfabetismo dez vezes superior (19%) à faixa mais rica da população (1,9%).
"O Brasil tem conseguido diminuir a taxa de analfabetos mas ainda é uma taxa muito grande, são 10%. Nessa velocidade que vamos de melhoria, vamos demorar muito tempo", diz Abraão.
Na avaliação de técnicos do Ipea, a redução - ainda que pequena - das taxas de analfabetismo não são resultado de políticas públicas, e sim da alfabetização da população mais nova associada à morte dos idosos que não sabem ler e escrever. Estudo sobre o Pnad 2008 feito pelo Ipea aponta para a "ineficácia dos programas de alfabetização de adultos", provocada sobretudo pela baixa cobertura dos adultos analfabetos e pela baixa eficácia de conseguir alfabetizar os matriculados.
"O Brasil está fazendo um esforço. Temos uma estrutura de um sistema educacional. Não é trivial oferecer 40 milhões de vagas escolares todo santo dia nos diversos níveis. Por outro lado há questões não resolvidas que permanecem, que são as desigualdades. Se quisermos avançar e homogeneizar temos que lidar com uma idéia de universalização e pensando em como atuar na desigualdade, como atuar (no combate ao analfabetismo) na população rural", ressalta o diretor do Ipea. "A educação vai se resolver com uma política sistêmica. Não adianta transferir para outro ente federado (como passar o Ensino Fundamental para a responsabilidade dos municípios)", diz.
Para além do analfabetismo, o Ipea também registrou as desigualdades na oferta de ensino à população brasileira e verificou que de 1992 a 2008 foram agregados 2,2 anos na média de anos de estudo da população. "Se mantivermos essa velocidade, vamos levar ainda cinco anos para se atingir em média a escolaridade obrigatória", avalia.
Dividido por regiões, apenas a região Sudeste ultrapassou, em termos médios, uma escolarização de oito anos. Quando comparados ricos e pobres, os abastados estão 5,4 anos na frente dos mais pobres. A educação ¿é ainda mais importante em situações de alta desigualdade, quando então ganham relevo as responsabilidades do poder público", diz o Ipea.
"Quem puxa para abaixo da média é o Nordeste, que ainda está em seis anos de estudo", alerta o diretor de Estudos e Pesquisas Sociais. As populações rurais e negras têm situação ainda mais desigual, sendo, por exemplo, que os negros têm, em média, 1,8 ano de estudo a menos que a população branca.
A desigualdade na escolarização também ocorre fortemente entre adultos e idosos. De acordo com o Ipea, a população com mais de 40 anos tem a menor média de anos de estudo (6 anos), ao passo que a faixa populacional de 25 a 29 anos tem 9,2 anos de estudo. Para o Ipea, "ampliar o acesso a cursos na modalidade de educação de jovens e adulto aos segmentos populacionais de maior idade implicará a aceleração do crescimento da escolaridade meda da população brasileira".
"Pensando em termos de desafios para as políticas educacionais, o grande desafio é o de repensar os atuais programas de alfabetização de adultos para torná-los mais efetivos e, em seguida, realizar a ampliação de sua cobertura. Outro desafio é acelerar o acúmulo de escolarização da população, o que implica a ampliação do acesso e da permanência da população nas escolas, em todos os níveis e modalidades", aponta o estudo do Ipea.
Trabalho doméstico
Também reflexo das desigualdades da sociedade brasileira, o trabalho doméstico remunerado representa atualmente 15,8% da força de trabalho feminina ocupada, sendo que a atividade doméstica "se constituiu histórica e persistentemente como uma atividade feminina e negra". As mulheres são 93,6% dos trabalhadores nessa ocupação. Entre 1998 e 2008, embora tenha havido incremento de escolaridade na categoria, o emprego doméstico ainda não alcançou em média sequer o ensino fundamental.
Para o Ipea, a desvalorização do serviço doméstico em geral pode ser traduzido na "grande desproteção social" dessa faixa laboral, exemplificado pelo "renitente tratamento desigual recebido no que tange ao acesso e garantia de direitos trabalhistas". Em 2008, apenas 25,8% das trabalhadoras domésticas tinham carteira de trabalho assinada, sendo que, na região Nordeste, a média de formalização desse tipo de ocupação corresponde à metade do patamar nacional.
"A situação de trabalho na atividade doméstica remunerada é marcada pela informalidade, os baixos salários e o preconceito", resume o Ipea.
Nosso presidente anunciou que o Brasil sera um Pais de “primeira classe”, esqueceu apenas que o seu IDH( Indice de Desenvolvimento Humano) é de 75a classe, digamos…uma classificação vexatória.
Aliás, toda vez que sai um ranking internacional que mede algum aspecto do desenvolvimento humano, o Brasil passa vergonha.
O povo brasileiro esta cada dia mais carente de saúde e educação, os aparelhos de TV’s são, dos elétricos-domésticos o mais vendido. Sim, isso mesmo, a TV foi substituída ha muito tempo pela geladeira, o fogão e a batedeira.
Os jornais diários na TV mostram os Hospitais de toda parte do Pais em total degradação, estamos virando uma Cuba da vida.
Aproveitem e leiam a entrevista das páginas amarelas da revista VEJA.
Quem esta pagando a conta do Zelaya na Embaixada do Brasil em Honduras?
Não quero citar aqui a questão da educação inclusiva, seria piegas, o Brasil esta carente de educação, não temos mais professors, o salário é como sempre uma vergonha nacional.
Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, ja tem até vendedor de rua vendendo coletes a prova de bala.
Saneamento básico, preciso comentar?
R$ 25 bilhões provenientes dos cofres públicos. A maioria dos atletas não possuem um local adequado para treinar, isso sem falar dos Paraolimpicos que por sinal só foi citado uma vez pelo presidente Lula em sua fala em Coopenhagen. Estes não tem direito a absolutamente NADA.
O CPB ( Comite Paraolimpico Brasileiro) tem um único dono, tambem gosta de viajar, tributo este, talvez influenciado pelo nosso presidente.
Articula sómente com quem interessa ou com quem reza a cartilha dele. A maioria dos atletas paraolimpicos não tem condições para realizar seus treinos, as entidades focadas no paradesporto não conseguem nenhuma ajuda do CPB, e a cada dia percebo que não existe nenhum interesse de capacitar estas pessoas , clubes e entidades que fomentam o esporte adaptado.
Os bancários em greve, os medicos que atendem os serviços publicos acompanham a greve, as chacinas continuam, a fome prevalesce.
A segurança não será problema Segundo o governador do Rio, o que faremos? Colocar o exército nas ruas?
Transporte então, como vai ser? Só os turistas poderão participar das Olimpiadas e Paraolimpiadas?
Não quero ser pessimista, apenas realista.
Acorda BRASIL , o povo tem fome….

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, fez o anúncio, que foi motivo de festa na platéia do local da cerimônia, na Dinamarca, nesta sexta-feira.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e todos os membros do Comitê de Candidatura Rio 2016 que participaram da cerimônia comemoram a vitória da cidade brasileira com uma bandeira verde e amarela nas mãos.
Depois de três tentativas fracassadas, o Brasil finalmente ganhou a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos. Agora, o governo brasileiro pode se preparar para colocar a mão no bolso. O projeto brasileiro é estimado em R$ 25,9 bilhões, cifra sem precedentes na história do esporte nacional.
Agora, com a vitória, o Rio de Janeiro precisa acabar com a desconfiança de que cometerá os mesmos erros do Pan. Para colocar os Jogos Pan-Americanos de 2007 de pé o Rio gastou bem mais do que estava previsto no orçamento e não entregou alguns pontos chaves do projeto, como a melhoria na rede de transporte.
O transporte, aliás, é um dos pontos fracos do projeto para 2016. O sistema de hotelaria da cidade também causa preocupação, uma vez que o Rio ainda não tem a garantia de que todos os quartos prometidos serão entregues.
Para resolver os problemas, o Rio de Janeiro apostou no maior orçamento entre as cidades finalistas. A Olimpíada de 2016 vai custar cerca de US$ 14 bilhões, com os gastos divididos entre os governos federal, estadual e municipal e a iniciativa privada.
No projeto de lei que prevê a criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência estão inseridos programas, serviços, atividades e benefícios, muitos deles ainda concebidos através de uma visão assistencialista e paternalista e por vezes até autoritária em relação às pessoas com deficiência.
Isto porque muitos ainda nos veem como objeto de caridade, como incapazes e sem direito de fazer nossas próprias escolhas, tomar decisões e assumir o controle de nossas vidas.
Este projeto de lei, resultado de consultas públicas ao longo de alguns anos, como dizem seus defensores, altera a legislação vigente nos eixos da educação, saúde, trabalho, transportes e outros, enfim, altera as leis que hoje cunham as políticas públicas em todas as esferas de governo: federal, estadual, municipal e distrital.
Sabemos que vários interesses conflitantes permeiam cada um dos temas tratados no Estatuto. São interesses políticos, econômicos e corporativos que não representam as atuais conquistas do movimento das pessoas com deficiência.
Dizer que o Estatuto é inevitável e por isso temos que colaborar para que o seu texto seja menos ruim, é negar anos de luta do Movimento das Pessoas com Deficiência que desde 1981 - Ano Internacional das Pessoas Deficientes - começou a exigir "participação plena e igualdade de oportunidades". De lá para cá muitas ações reforçaram esta exigência. Nosso Movimento foi autor de alguns artigos da Constituição Federal de 1988 e conseguiu aprovar e barrar inúmeras leis.
O Estatuto é uma volta ao passado, quando os instrumentos legais e recomendações internacionais eram direcionados ao assistencialismo às pessoas com deficiência.
Nos tempos atuais um estatuto específico para nós é um contra-senso e um retrocesso, se coloca na contramão da evolução histórica, prejudicial ao reforçar a imagem de inválido e "coitadinho", levando a sociedade a continuar tratando a pessoa com deficiência como um ser desprovido de capacidade. Desta forma, o Estatuto legitima a incapacidade e oficializa a discriminação contra a pessoa com deficiência ao separá-la das leis comuns.
O Estatuto é desnecessário, pois a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, maior conquista da história mundial dos direitos humanos, já faz parte do nosso arcabouço legal, ratificada através do Decreto Legislativo 186/2008, com status de emenda constitucional, e reafirmada pelo Decreto 6946/2009.
Basta agora ajustar nossa legislação à ela. Já existe um estudo, encomendado pela CORDE e patrocinado pela UNESCO, que faz um paralelo entre a Convenção e a Legislação existente e aponta as alterações necessárias.
Nossa luta urgente é pela criminalização da conduta discriminatória contra as pessoas com deficiência.
Estamos caminhando para que a sociedade perceba que a pessoa com deficiência faz parte da população e é titular de todos os direitos, obrigações e liberdades fundamentais. Deverá ficar claro que, nas leis comuns, a pessoa com deficiência está incluída com o mesmo direito aos serviços oferecidos à população e que serão previstas especificidades de usufruto somente quando as condições de uma determinada deficiência assim exigir.
Em tal contexto, não haverá lugar para um Estatuto separado sobre as pessoas com deficiência. Todas as eventuais vantagens de um instrumento como este não compensam a anulação do processo de amadurecimento, evolução e conquistas do movimento das pessoas com deficiência nos últimos 30 anos, no Brasil.
Para as entidades ou grupos que queiram aderir ao Manifesto contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência, por favor, enviem e-mail para:
Manifesto contra o Estatuto.
Centro Cultural Banco do Brasil realizará de 7 a 18 de outubro o Assim Vivemos - Festival Internacional de Filmes sobre Pessoas com Deficiência.O festival reúne filmes realizados, dirigidos ou com atuação de pessoas com deficiência e integra um circuito de festivais ao redor do mundo e ainda oferece quatro debates sobre o tema.Todas as sessões teem legenda especial para pessoas com deficiência auditiva e dublagem em fones de ouvido para pessoas com deficiência visual. Os debates contam com tradução simultânea em Libras.De 10 de outubro a 31 de novembro a programação também apresenta a mostra Cinema Nacional Legendado & Audiodescrito, com exibição de filmes com legenda oculta e audiodescrição, aos sábados e domingos às 11hs.Acesse o site através do link: http://www.assimvivemos.com.br/www/2009/index.php/programa/
O Software Musibraille - uma iniciativa que amplia as possibilidades para deficientes visuais terem acesso ao estudo da música e capacita profissionais que desenvolvem ações nessa área - será lançado nesta quarta-feira, 8 de julho, às 10h, na Biblioteca Nacional, em Brasília.
Primeiro programa para computador em língua portuguesa que faz a transcrição de partituras para a Linguagem Braille, foi desenvolvido com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Petrobras. A cerimônia de apresentação e disponibilizaçã
Para divulgar o Software Musibraille serão realizadas oficinas de capacitação em cinco capitais brasileiras, sendo uma de cada região geográfica do país. O treinamento começa em Brasília, de 8 a 10 de julho, e segue para Recife, de 4 a 7 de agosto, Belém, de 2 a 5 de setembro, Rio de Janeiro, de 6 a 9 de outubro, e termina em Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro.
Durante os encontros, também serão distribuídos o livro em tinta para os professores e o caderno de exercício em Linguagem Braille para o professor aplicar ao aluno deficiente ou vice-versa. O programa ainda será disponibilizado, gratuitamente, por meio da página eletrônica intervox.nce.
Artigo da Exame: Carpe Diem
Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4.000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim.
Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali.
Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim. Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios.
Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios.
Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria.
Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo.
Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste.
Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro.
Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agendapara resolver assim que tivesse tempo.
Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhepesou toneladas tenha se apagado.
Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.
Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer.
Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso.
Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz hoje.
Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje.
Esses dados fazem parte de um estudo inédito realizado em 501 escolas com 18.599 estudantes, pais e mães, professores e funcionários da rede pública de todos os Estados do País. A principal conclusão foi de que 99,3% dos entrevistados têm algum tipo de preconceito e que mais de 80% gostariam de manter algum nível de distanciamento social de portadores de necessidades especiais, homossexuais, pobres e negros. Do total, 96,5% têm preconceito em relação a pessoas com deficiência e 94,2% na questão racial.
"A pesquisa mostra que o preconceito não é isolado. A sociedade é preconceituosa, logo a escola também será. Esses preconceitos são tão amplos e profundos que quase caracterizam a nossa cultura", afirma o responsável pela pesquisa, o economista José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA). Ele fez o levantamento a pedido do Inep e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, órgãos do Ministério da Educação (MEC).
Segundo Daniel Ximenez, diretor de estudos e acompanhamento da secretaria, os resultados vão embasar projetos que possam combater preconceitos levados para a escola - e que ela não consegue desconstruir, acabando por alimentá-los. "É possível pensarmos em cursos específicos para a equipe escolar. Mas são ações que demoram para ter resultados efetivos."
BULLYING
A pesquisa mostrou também que pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de situações em que alunos, professores ou funcionários foram humilhados, agredidos ou acusados injustamente apenas por fazer parte de algum grupo social discriminado, ações conhecidas como bullying. A maior parte (19%) foi motivada pelo fato de o aluno ser negro. Em segundo lugar (18,2%) aparecem os pobres e depois a homossexualidade (17,4%). No caso dos professores, o bullying é mais associado ao fato de ser idoso (8,9%). Entre funcionários, o maior fator para ser vítima de algum tipo de violência - verbal ou física - é a pobreza (7,9%).
Nas escolas onde as agressões são mais intensas, o desempenho na Prova Brasil é menor. "É lamentável e preocupante verificar que isso ocorre, mas os dados servem como alerta para que a escola possa refletir e agir para modificar esse cenário", diz Anna Helena Altenfelder, educadora do Cenpec. "As pessoas não são preconceituosas por natureza. O preconceito é construído nas relações sociais. Isso pode ser modificado."
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito etnorracial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. O estudo, divulgado hoje (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito etnorracial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.
Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a pesquisa conclui que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado entre todos os atores. “Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante”, disse.
Com relação à intensidade do preconceito, o estudo avaliou que 38,2% têm mais preconceito com relação ao gênero e que isso parte do homem com relação à mulher. Com relação à geração (idade), 37,9% têm preconceito principalmente com relação aos idosos. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais e fica em 26,1% com relação à orientação sexual, 25,1% quando se trata de diferença socioeconômica, 22,9% etnorracial e 20,65% territorial.
O estudo indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social, seguido pelos homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
De acordo com o diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Daniel Chimenez, o resultado desse estudo será analisado detalhadamente uma vez que o MEC já demonstrou preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade.
“No MEC já existem iniciativas nesse sentido [de respeito à diversidade], o que precisa é melhorar, aprofundar, alargar esse tipo de abordagem, talvez até para a criação de um possível curso de ambiente escolar que reflita todas essas temáticas em uma abordagem integrada”, disse.
Edição: Lílian Beraldo
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/17/materia.2009-06-17.8057908621/view
WWW.SELURSOCIAL.ORG.BR
Essa página permite que pessoas com qualquer tipo de deficiência cadastrem seus currículos no mundo virtual com autonomia, independência e segurança, e que as empresas disponibilizem as vagas de emprego, também de maneira acessível.
Os usuários do Sistema podem, além disso, acessar o perfil de cada cargo e de cada candidato, construindo seu próprio conhecimento a respeito deles.
O SIVC tem abrangência nacional. Ou seja: pessoas do Brasil inteiro podem e devem se cadastrar.
É importante ressaltar que cada etapa do desenvolvimento do site foi planejada cuidadosamente, tendo como referência as normas do Consórcio W3C, grupo de instituições do mundo todo que discute e estabelece normas de acessibilidade na Internet, iniciativa importantíssima, tendo em vista que cada desenvolvedor elabora seu site como mais lhe convém, desconsiderando a pluralidade de usuários que vai efetivamente interagir com ele.
Lembramos ainda que aspectos como conhecimento sobre a temática da deficiência, adequação da linguagem à diversidade humana e constante profissionalismo além, é claro, das parcerias com diversos patrocinadores, foram fundamentais para a viabilização desse projeto.