quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A LUTA DE SEMPRE DE LUIZ ALGACIR


Luiz era extremamente querido pelos amigos e companheiros de esporte. O tênis de mesa era a paixão deste curitibano que perdeu os movimentos das pernas aos 15 anos, após cair de uma árvore em Foz do Iguaçu.
Morreu no último sábado dia 23 lutando contra o cancer. Um verdadeiro ser humano, daqueles que se encontra raramente. Sua alegria contagiava a todos .
É com este sorriso que eu quero lembrar de você, e que certamente é a imagem que todos nós teremos de você Luiz.
Lembro-me como se fosse ontem das boas gargalhadas que dei com você no Parapan, pessoalmente e com sua brincadeiras pelo rádio que usávamos para comunicação durante o evento.
Fique em PAZ amigo....

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

HAITI - A história começa bem antes de Papa e Baby Doc , que foram marionetes de nações ricas.




Estou lendo agora texto de Eduardo Galeano que me chegou pelo meu amigo Dario Leão. É de ficar chocada e morrendo de vergonha pelo comportamento humano..."O álibi demográfico. Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos.


A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdão por haver cometido o delito da dignidade.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis.

Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador.

Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti.A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco.Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".

Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização".

A tradição racista. Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros.

urante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.

essa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.

Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.E riu. Os deputados calaram-se." Pode tamanho cinismo ?


POR ADYEL SILVA : EDITADO EM SEU FACEBOOK DIA 19/01/2010

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Subsecretária nacional irá zerar déficit de equipamentos para pessoas com deficiência até 2010

Na semana passada houve uma mudança no organograma da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
A Coordenadoria para a Integração da Pessoa portadora de Deficiência mudou de nome e de status: perdeu a palavra "portadora" e ganhou um degrau na escala de poder, passando a ser uma subsecretaria.

No comando da nova subsecretaria está a médica Izabel Maior. Izabel, deficiente física, resultado de uma lesão na medula há três décadas, é usuária de cadeira de rodas (embora consiga também se locomover com apoio de uma bengala, eventualmente).

Izabel afirma que a situação dos deficientes melhorou muito nos últimos anos. Entre os marcos dessa mudança, ela aponta a Constituição de 1988, que concedeu uma série de direitos às pessoas com deficiência, o ano de 1993, quando o país começou a fabricar cadeira de rodas, e a agenda social para a área, de 2007.

A agenda de 2007 identificou um número de 1,058 milhão de pessoas esperando equipamentos de saúde para deficientes físicos - como cadeiras de rodas, apoios para cabeça, lupas e aparelhos auditivos, entre outros - no Sistema Único de Saúde. Segundo ela, os números apontam que esse déficit deve ser zerado até 2011.

Embora não seja responsável pela distribuição de equipamentos, a subsecretaria comandada por Izabel tem o papel de acompanhar e articular as políticas para deficientes em diversas áreas do governo federal.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Todos têm de aprender a lidar com as diferenças"

É preciso colocar um escorregador que leve as crianças até a piscina, brinquedos aquáticos, piso emborrachado, um chuveirão próximo da área de lazer e uma porta que se abra como a de um castelo. O pequeno Mateus Oliveira Gonçalves, 9, está empolgado com os seus planos de fazer da Casa da Esperança um grande parque de diversão. ``Algo parecido como a Disney ou o Beach Park``, explica com um linguajar formal. O garoto passa boa parte do tempo traçando planos, elaborando sistemas e tentando convencer os profissionais de que um grandioso parque de diversões iria ajudar no tratamento das crianças e jovens.

Há uns três anos, ele participa das atividades na fundação que cuida de pessoas com espectro de autismo. ``Mas eu entendo mais do que eles, claro``, diferencia-se em relação aos outros colegas. Mateus sabe que possui a síndrome de Asperger & considerado um tipo mais leve de autismo. ``Estou aprendendo a me comportar e a respeitar os outros``, diz, eloquente. Entretanto, ele está bem mais interessado em contar sobre o seu projeto. ``Já estou ficando preocupado, precisamos desse parque urgentemente``, reitera.

A fixação por determinado assunto e a comunicação rebuscada são características da síndrome. Os pais chegam a ficar impressionados com algumas palavras que ele cita e com a quantidade de informação sobre determinada temática. ``Ele também gosta muito de navios e trens. Já assistiu ao filme Titanic várias vezes e desenhou a sequência das cenas com uma riqueza de detalhes impressionante``, comenta o pai João Batista, 49. Foi ele o primeiro a perceber que o filho era ``diferente``.

``Ele não atendia ao nosso chamado e estava sempre distante. Tinha medo de barulho de liquidificador e da partida do carro. Costumava também sair correndo sem direção``, lembra. No início, a mãe tentava negar, dizia que ele era igual às outras crianças. Mesmo assim, para João Batista, que tem um irmão autista, os sinais que Mateus passava inconscientemente chamavam a atenção.

A jornada pelos consultórios pediátricos começou quando o menino ainda era bebê. ``Um neuropediatra chegou a me dizer que o Mateus não tinha nada, que eu estava impressionado e vendo coisas onde não existia``, conta. O que poderia ser alívio para alguns pais, não foi para João Batista. Era apenas o início da saga pela busca de um diagnóstico preciso. ``Foi impactante saber que ele tinha a síndrome de Asperger``, reconhece. O maior temor é sobre a possibilidade do menino não conseguir administrar a própria vida. ``As pessoas podem não perceber que ele é diferente no primeiro contato, mas depois vão perceber. Esconder o problema é alimentar o preconceito. Todos têm de aprender a lidar com as diferenças``, acredita.

Entre descidas no escorregador e balanços no pequeno parque montado na fundação, o pequeno Mateus segue planejando estratégias para realizar seus sonhos e brincando, como qualquer outra criança com nove anos de idade. (
Viviane Gonçalves)


PENSE NISSO

``O mundo precisa saber que existem enormes diferenças de comportamento humano. As pessoas estão muito dispostas a descartar alguém que não responde como elas gostariam``,
John Elder Robinson

FONTE : Fábio Adiron

domingo, 15 de novembro de 2009

FEIRA CULTURAL INCLUSIVA

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ESPAÇO DE APREDIZAGEM OU DE EXCLUSÃO?

A saia justa da exclusão
Acabo de assistir, no Fantásticvo nosso de cada domingo, a matéria sobre a expulsão da estudante que usou uma saia justa e curta e, por isso, foi expulsa da faculdade.
O fato me faz pensar no quanto ainda estamos longe de uma sociedade igualitária, democrática e, ainda, no quanto estamos produzindo em nossos jovens posturas preconceituosas e equivocadas. O que mais me assustou na reportagem, não foi a postura da instituição que se diz de ensino mas, o discurso de um jovem universitário, aluno de engenharia que, envolvido no movimento de agressão à aluna da saia justa, afirmou que a roupa e o comportamento ousados da moça denegriram a imagem da universidade.
O que nós, educadores, ativistas de direitos humanos, seres humanos pensantes, estamos fazendo com nossa sociedade?
Como promover avanços na educação, na garantia de direitos, em uma sociedade na qual a saia justa de alguém provoca tamanha reação preconceituosa de jovens e dos próprios "educadores"?
Cabe a nós, a partir desse episódio, atuar fortemente na transformação dessa sociedade de preconceitos velados, de valores retrógrados e de verdades hipócritas.
Pensemos nisso
grande abraço
Naira Rodrigues

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ESQUECER O PARAPAN

Ganhamos 2016! E junto veio, embrulhada por nós mesmos, a obrigação de realizar também os Jogos Paraolímpicos. Ninguém comemorou, ninguém mencionou, ninguém brindou. De certa forma nós que trabalhamos na área já estamos acostumados a esse processo de exclusão, mas alguém precisa lembrar a todos essa obrigação que torna ainda mais difícil fazer acontecer com exemplaridade o projeto com o qual nos comprometemos e que venceu em Copenhague.  O exemplo do Para-pan foi péssimo. Quanta diferença entre as condições dos Jogos Panamericanos e Para-panamericanos! Golden Cross para os atletas olímpicos e SUS para os atletas com deficiência. A questão não é terem os atletas com deficiência sido atendidos através do Sistema Único de Saúde, entendo que esse deveria ser o serviço oferecido a olímpicos e paraolímpicos, se esse é o sistema que atende a todo brasileiro. O problema é a diferença, dar tratamento diferente é crime.  Mas não vou bater nessa tecla da diferença, teria que falar da abertura, do encerramento, da falta de transporte acessível, da construção de estádios e da Vila Paraolímpica sem acesso para pessoas com deficiência.  Deveria falar também das histórias contadas no Sumário Executivo da nossa candidatura. Por exemplo, sobre a experiência em realizar competições paraolímpicas, o dossiê fala dos bem realizados #Jogos Mundiais # para cegos e deficientes visuais, em 2007, e Jogos Mundiais em Cadeiras de Rodas, em 2005. Tão bem sucedidos que faliram as duas federações nacionais responsáveis, a CBDC e a ABRADECAR.  Quero falar do futuro, do que nós, do movimento de pessoas com deficiência, queremos para 2016: 1 Uma cidade para todos: transporte acessível para o uso por deficientes em especial cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. 2 Estádios e Vila Olímpica com acessibilidade universal, o novo conceito que faz da construção de espaços um meio de acesso para todos, deixando de lado a idéia de adaptação e sem o engodo que foi a acessibilidade dos equipamentos esportivos construídos ou reformados para 2007. 3 Um Comitê Paraolímpico forte e atuante com atletas e clubes apoiados diretamente. Hoje os recursos públicos ficam só com as organizações dirigentes e nem para o Para-pan nem na candidatura de 2016 houve uma participação efetiva dos paraolímpicos.     4 Um legado social para o Rio.   Devemos estar atentos para cobrar, em nome de cada carioca e de cada voto ganho em Copenhague, as promessas feitas e a transparência prometida.  *Teresa Costa d'Amaral é superintendente do IBDD   

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Noticia da Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva, em Salamanca

A cidade de Salamanca acolhe a partir de 21 até 23 de outubro a Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva.

Afirmou hoje a Confederação Espanhola de Organizações para Pessoas com Deficiência Intelectual (Feaps) que são objetivos da conferência: (a) refletir sobre o progresso da Declaração de Salamanca desde 1994 até 2009; (b) dentro dos ditames da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), avaliar os resultados alcançados; (c) criar uma agenda de gestão de ações concretas para os próximos anos.

O programa inclui atualizações para o tema em todo o mundo, oficinas e fóruns. A Inclusão Internacional apresentará o Relatório Mundial sobre a Situação Atual da Educação Inclusiva.

A Conferência foi organizada pela Inclusão Internacional, a Inclusão Europa e a Universidade de Salamanca. Patrocinaram o evento o Relator Especial da ONU sobre o Direito à Educação, o Ministério da Educação da Espanha, a Feaps e a Fundação Once (Organização Nacional de Cegos Espanhóis).

Durante a Conferência, a Feaps apresentará e entregará ao público o seu novo modelo de Educação Inclusiva, que consiste no resultado do trabalho conjunto realizado no seu Congresso de Educação em fevereiro de 2009.

Fonte: Servmedia, 21/10/09.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Nasceu a Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Nos 20 anos da CORDE nasceu a Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

DECRETO No- 6.980, DE 13 DE OUTUBRO DE 2009
Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro
Demonstrativo dos Cargos em Comissão da
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da
Presidência da República, dispõe sobre o remanejamento
de cargos em comissão do
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores
- DAS, altera o Anexo II ao Decreto no
6.188, de 17 de agosto de 2007, que aprova
a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo
dos Cargos em Comissão do Gabinete
Pessoal do Presidente da República, e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições
que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição,
e tendo em vista o disposto no art. 50 da Lei no 10.683, de 28 de
maio de 2003, e no art. 6o, incisos II e III, da Lei no 11.958, de 26 de
junho de 2009,

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MPF fiscalizará uso de verbas federais na Rio 2016

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro irá acompanhar a utilização dos recursos federais destinados à realização dos jogos olímpicos e paraolímpicos de 2016 para evitar gastos desnecessários. A Procuradoria da República no Rio de Janeiro criou nesta terça-feira (6), o Grupo de Acompanhamento de Liberação, Ingresso, Dispêndio e Aplicação dos Recursos Públicos Federais destinados aos Jogos Olímpicos de 2016. O grupo será composto por três procuradores da República que atuam na capital e que exercerão as funções por um ano, com possibilidade de uma recondução.

O objetivo é fiscalizar o cumprimento das leis, assegurando os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. "Este é o maior evento esportivo no território nacional, uma conquista da nação brasileira. Assim, estaremos auxiliando aos órgãos públicos e privados, responsáveis pela realização dos jogos, a manterem a qualidade, eficiência e lisura esperadas pela população", esclarece o procurador-chefe da PR-RJ, Eduardo André Lopes Pinto.

A criação do grupo de procuradores da República surge logo após a aprovação da Lei 12.035, em 1º de outubro, que autoriza a destinação de recursos federais para cobrir eventuais déficits operacionais do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, a partir da data de sua criação, desde que atendam às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. O MPF também fiscalizará outras transferências, repasses ou empréstimos de recursos pela administração pública federal direta ou indiretamente destinados à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

A medida do MPF-RJ acompanha o Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento do Controle Social, assinado em 26 de junho pelos procuradores e demais órgãos de controle da União, Estado e Município do Rio de Janeiro: Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Receita Federal (RF), Fazenda Nacional, Tribunal de Contas do Estado(TCE), Secretaria estadual de Fazenda e Tribunal de Contas do Município(TCM). O objetivo do acordo é reunir dois representantes de cada órgão e fomentar o controle social, acompanhando o repasse e a utilização de recursos públicos.

Terra Magazine

País precisará de 20 anos para erradicar o analfabetismo

O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) informou nesta quarta-feira que uma estimativa registrada com base na Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) aponta que o Brasil pode precisar de pelo menos 20 anos para conseguir erradicar o analfabetismo no País. "A exclusão brasileira vem de um período muito longo. Temos um problema de um passado de uma dívida social enorme", comenta diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abraão.

A taxa de analfabetismo, resumida pela definição internacional como a inabilidade de ler e escrever um bilhete simples, chega na população brasileira à casa dos 10%, o que representava, em 2008, aproximadamente 14 milhões de pessoas. A cifra é mais elevada que países sul-americanos, como Chile e Argentina, mas, nos últimos 16 anos, tem tido redução média anual de 0,45 ponto percentual.

Mesmo com essa diminuição, diz o Ipea, a se manter essa velocidade, a escolarização das cerca de 14 milhões de pessoas hoje analfabetas só deverá ocorrer dentro de 20 anos. A região Nordeste apresenta o maior patamar de analfabetismo, com um índice o dobro da média brasileira, ao passo que os mais pobres têm taxa de analfabetismo dez vezes superior (19%) à faixa mais rica da população (1,9%).

"O Brasil tem conseguido diminuir a taxa de analfabetos mas ainda é uma taxa muito grande, são 10%. Nessa velocidade que vamos de melhoria, vamos demorar muito tempo", diz Abraão.

Na avaliação de técnicos do Ipea, a redução - ainda que pequena - das taxas de analfabetismo não são resultado de políticas públicas, e sim da alfabetização da população mais nova associada à morte dos idosos que não sabem ler e escrever. Estudo sobre o Pnad 2008 feito pelo Ipea aponta para a "ineficácia dos programas de alfabetização de adultos", provocada sobretudo pela baixa cobertura dos adultos analfabetos e pela baixa eficácia de conseguir alfabetizar os matriculados.

"O Brasil está fazendo um esforço. Temos uma estrutura de um sistema educacional. Não é trivial oferecer 40 milhões de vagas escolares todo santo dia nos diversos níveis. Por outro lado há questões não resolvidas que permanecem, que são as desigualdades. Se quisermos avançar e homogeneizar temos que lidar com uma idéia de universalização e pensando em como atuar na desigualdade, como atuar (no combate ao analfabetismo) na população rural", ressalta o diretor do Ipea. "A educação vai se resolver com uma política sistêmica. Não adianta transferir para outro ente federado (como passar o Ensino Fundamental para a responsabilidade dos municípios)", diz.

Para além do analfabetismo, o Ipea também registrou as desigualdades na oferta de ensino à população brasileira e verificou que de 1992 a 2008 foram agregados 2,2 anos na média de anos de estudo da população. "Se mantivermos essa velocidade, vamos levar ainda cinco anos para se atingir em média a escolaridade obrigatória", avalia.

Dividido por regiões, apenas a região Sudeste ultrapassou, em termos médios, uma escolarização de oito anos. Quando comparados ricos e pobres, os abastados estão 5,4 anos na frente dos mais pobres. A educação ¿é ainda mais importante em situações de alta desigualdade, quando então ganham relevo as responsabilidades do poder público", diz o Ipea.

"Quem puxa para abaixo da média é o Nordeste, que ainda está em seis anos de estudo", alerta o diretor de Estudos e Pesquisas Sociais. As populações rurais e negras têm situação ainda mais desigual, sendo, por exemplo, que os negros têm, em média, 1,8 ano de estudo a menos que a população branca.

A desigualdade na escolarização também ocorre fortemente entre adultos e idosos. De acordo com o Ipea, a população com mais de 40 anos tem a menor média de anos de estudo (6 anos), ao passo que a faixa populacional de 25 a 29 anos tem 9,2 anos de estudo. Para o Ipea, "ampliar o acesso a cursos na modalidade de educação de jovens e adulto aos segmentos populacionais de maior idade implicará a aceleração do crescimento da escolaridade meda da população brasileira".

"Pensando em termos de desafios para as políticas educacionais, o grande desafio é o de repensar os atuais programas de alfabetização de adultos para torná-los mais efetivos e, em seguida, realizar a ampliação de sua cobertura. Outro desafio é acelerar o acúmulo de escolarização da população, o que implica a ampliação do acesso e da permanência da população nas escolas, em todos os níveis e modalidades", aponta o estudo do Ipea.

Trabalho doméstico
Também reflexo das desigualdades da sociedade brasileira, o trabalho doméstico remunerado representa atualmente 15,8% da força de trabalho feminina ocupada, sendo que a atividade doméstica "se constituiu histórica e persistentemente como uma atividade feminina e negra". As mulheres são 93,6% dos trabalhadores nessa ocupação. Entre 1998 e 2008, embora tenha havido incremento de escolaridade na categoria, o emprego doméstico ainda não alcançou em média sequer o ensino fundamental.

Para o Ipea, a desvalorização do serviço doméstico em geral pode ser traduzido na "grande desproteção social" dessa faixa laboral, exemplificado pelo "renitente tratamento desigual recebido no que tange ao acesso e garantia de direitos trabalhistas". Em 2008, apenas 25,8% das trabalhadoras domésticas tinham carteira de trabalho assinada, sendo que, na região Nordeste, a média de formalização desse tipo de ocupação corresponde à metade do patamar nacional.

"A situação de trabalho na atividade doméstica remunerada é marcada pela informalidade, os baixos salários e o preconceito", resume o Ipea.

PASSEIO SOCRÁTICO

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. ?Quem trouxe a fome foi a geladeira?, disse.

O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.

Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos ?Manuscritos econômicos e filosóficos? (1844), ele constata que, ?o valor que cada um possui, aos olhos do outro, é o valor de seus respectivos bens?.

Portanto, em si o homem não tem valor para nós. ?O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social?.

Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, têm alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.

Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia?

Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.

Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela.

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas, não é ela: bens, cifrões, cargos etc.

Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.

Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. "Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói."

E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. "Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".

Por FREI BETO

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

RIO 2016, QUEM PAGA AS CONTAS??????

Nosso presidente anunciou que o Brasil sera um Pais de “primeira classe”, esqueceu apenas que o seu IDH( Indice de Desenvolvimento Humano) é de 75a classe, digamos…uma classificação vexatória.

Aliás, toda vez que sai um ranking internacional que mede algum aspecto do desenvolvimento humano, o Brasil passa vergonha.

O povo brasileiro esta cada dia mais carente de saúde e educação, os aparelhos de TV’s são, dos elétricos-domésticos o mais vendido. Sim, isso mesmo, a TV foi substituída ha muito tempo pela geladeira, o fogão e a batedeira.

Os jornais diários na TV mostram os Hospitais de toda parte do Pais em total degradação, estamos virando uma Cuba da vida.

Aproveitem e leiam a entrevista das páginas amarelas da revista VEJA.

Quem esta pagando a conta do Zelaya na Embaixada do Brasil em Honduras?

Não quero citar aqui a questão da educação inclusiva, seria piegas, o Brasil esta carente de educação, não temos mais professors, o salário é como sempre uma vergonha nacional.

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, ja tem até vendedor de rua vendendo coletes a prova de bala.

Saneamento básico, preciso comentar?

R$ 25 bilhões provenientes dos cofres públicos. A maioria dos atletas não possuem um local adequado para treinar, isso sem falar dos Paraolimpicos que por sinal só foi citado uma vez pelo presidente Lula em sua fala em Coopenhagen. Estes não tem direito a absolutamente NADA.

O CPB ( Comite Paraolimpico Brasileiro) tem um único dono, tambem gosta de viajar, tributo este, talvez influenciado pelo nosso presidente.

Articula sómente com quem interessa ou com quem reza a cartilha dele. A maioria dos atletas paraolimpicos não tem condições para realizar seus treinos, as entidades focadas no paradesporto não conseguem nenhuma ajuda do CPB, e a cada dia percebo que não existe nenhum interesse de capacitar estas pessoas , clubes e entidades que fomentam o esporte adaptado.

Os bancários em greve, os medicos que atendem os serviços publicos acompanham a greve, as chacinas continuam, a fome prevalesce.

A segurança não será problema Segundo o governador do Rio, o que faremos? Colocar o exército nas ruas?

Transporte então, como vai ser? Só os turistas poderão participar das Olimpiadas e Paraolimpiadas?

Não quero ser pessimista, apenas realista.

Acorda BRASIL , o povo tem fome….

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio ganha Olimpíadas e Paraolimpiadas de 2016


O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, fez o anúncio, que foi motivo de festa na platéia do local da cerimônia, na Dinamarca, nesta sexta-feira.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e todos os membros do Comitê de Candidatura Rio 2016 que participaram da cerimônia comemoram a vitória da cidade brasileira com uma bandeira verde e amarela nas mãos.

Depois de três tentativas fracassadas, o Brasil finalmente ganhou a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos. Agora, o governo brasileiro pode se preparar para colocar a mão no bolso. O projeto brasileiro é estimado em R$ 25,9 bilhões, cifra sem precedentes na história do esporte nacional.

Agora, com a vitória, o Rio de Janeiro precisa acabar com a desconfiança de que cometerá os mesmos erros do Pan. Para colocar os Jogos Pan-Americanos de 2007 de pé o Rio gastou bem mais do que estava previsto no orçamento e não entregou alguns pontos chaves do projeto, como a melhoria na rede de transporte.

O transporte, aliás, é um dos pontos fracos do projeto para 2016. O sistema de hotelaria da cidade também causa preocupação, uma vez que o Rio ainda não tem a garantia de que todos os quartos prometidos serão entregues.

Para resolver os problemas, o Rio de Janeiro apostou no maior orçamento entre as cidades finalistas. A Olimpíada de 2016 vai custar cerca de US$ 14 bilhões, com os gastos divididos entre os governos federal, estadual e municipal e a iniciativa privada.


Manifesto Contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

No projeto de lei que prevê a criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência estão inseridos programas, serviços, atividades e benefícios, muitos deles ainda concebidos através de uma visão assistencialista e paternalista e por vezes até autoritária em relação às pessoas com deficiência.

Isto porque muitos ainda nos veem como objeto de caridade, como incapazes e sem direito de fazer nossas próprias escolhas, tomar decisões e assumir o controle de nossas vidas.

Este projeto de lei, resultado de consultas públicas ao longo de alguns anos, como dizem seus defensores, altera a legislação vigente nos eixos da educação, saúde, trabalho, transportes e outros, enfim, altera as leis que hoje cunham as políticas públicas em todas as esferas de governo: federal, estadual, municipal e distrital.

Sabemos que vários interesses conflitantes permeiam cada um dos temas tratados no Estatuto. São interesses políticos, econômicos e corporativos que não representam as atuais conquistas do movimento das pessoas com deficiência.

Dizer que o Estatuto é inevitável e por isso temos que colaborar para que o seu texto seja menos ruim, é negar anos de luta do Movimento das Pessoas com Deficiência que desde 1981 - Ano Internacional das Pessoas Deficientes - começou a exigir "participação plena e igualdade de oportunidades". De lá para cá muitas ações reforçaram esta exigência. Nosso Movimento foi autor de alguns artigos da Constituição Federal de 1988 e conseguiu aprovar e barrar inúmeras leis.

O Estatuto é uma volta ao passado, quando os instrumentos legais e recomendações internacionais eram direcionados ao assistencialismo às pessoas com deficiência.

Nos tempos atuais um estatuto específico para nós é um contra-senso e um retrocesso, se coloca na contramão da evolução histórica, prejudicial ao reforçar a imagem de inválido e "coitadinho", levando a sociedade a continuar tratando a pessoa com deficiência como um ser desprovido de capacidade. Desta forma, o Estatuto legitima a incapacidade e oficializa a discriminação contra a pessoa com deficiência ao separá-la das leis comuns.

O Estatuto é desnecessário, pois a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, maior conquista da história mundial dos direitos humanos, já faz parte do nosso arcabouço legal, ratificada através do Decreto Legislativo 186/2008, com status de emenda constitucional, e reafirmada pelo Decreto 6946/2009.

Basta agora ajustar nossa legislação à ela. Já existe um estudo, encomendado pela CORDE e patrocinado pela UNESCO, que faz um paralelo entre a Convenção e a Legislação existente e aponta as alterações necessárias.

Nossa luta urgente é pela criminalização da conduta discriminatória contra as pessoas com deficiência.

Estamos caminhando para que a sociedade perceba que a pessoa com deficiência faz parte da população e é titular de todos os direitos, obrigações e liberdades fundamentais. Deverá ficar claro que, nas leis comuns, a pessoa com deficiência está incluída com o mesmo direito aos serviços oferecidos à população e que serão previstas especificidades de usufruto somente quando as condições de uma determinada deficiência assim exigir.

Em tal contexto, não haverá lugar para um Estatuto separado sobre as pessoas com deficiência. Todas as eventuais vantagens de um instrumento como este não compensam a anulação do processo de amadurecimento, evolução e conquistas do movimento das pessoas com deficiência nos últimos 30 anos, no Brasil.

  • CVI Brasil.
  • Centro de Vida Independente Araci Nallin.
  • Associação dos Amigos Metroviários dos Excepcionais - AME
  • Rede Atitude
  • Amankay - Instituto de Estudos e Pesquisas.
  • Mais Diferenças
  • 3IN
  • Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
  • Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo
  • Bengala Legal
  • CVI Campinas.
  • Grupo Síndrome de Down
  • FoPEI - Fórum Permanente de Educação Inclusiva.
  • CEMUPI - Centro Multidisciplinar de Estudos Pró Inclusão - Belas Artes - São Paulo
  • Instituto MetaSocial
  • Inclusive - Agência para Promoção da Inclusão.
  • IIDI - Instituto Interamericano sobre Deficiência e Desenvolvimento Inclusivo
  • CVI Resende.
  • CVI Niterói.
  • CVI Belo Horizonte.
  • Claudio Vereza - Deputado Estadual/ES - Presidente da Comissão de Cultura da Ass.Legislativa/ES
  • CVI Rio.
  • Como Ir.
  • Centro de Estudos Inclusivos da Universidade Federal de Pernambuco.
  • União das Pessoas com Deficiência de Ribeirão Preto - UNIPED.
  • Associação dos Amigos dos Deficientes Físicos de Ribeirão Preto - AADEF.
  • Irmandade das Pessoas com Deficiência
  • Associação Civil Espaço XXI - Campinas.
  • Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência - IBDD.

Para as entidades ou grupos que queiram aderir ao Manifesto contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência, por favor, enviem e-mail para:
Manifesto contra o Estatuto.